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Pilates: equilíbrio e consciência corporal

por Redação
em 22 de março de 2017

Não é à toa que o provérbio popular diz que o nosso corpo é a nossa casa. Cultivar hábitos que proporcionem uma maior concentração, equilíbrio, controle e consciência corporal é essencial para que essa casa esteja bem estruturada do começo ao fim da vida. E entre as atividades físicas que oferecem todos esses benefícios está o Pilates: método que educa o corpo de uma forma consciente e equilibrada, associando respiração, concentração, precisão e fluxo de movimentos em benefício do organismo.

“O principal diferencial do Pilates é o fato de que ele trabalha todo o conjunto de musculaturas, desde as mais superficiais, até as mais profundas por meio de uma série de exercícios de alongamento e fortalecimento “, explica a fisioterapeuta Juliana Sant’Anna Garcia. “O resultado é o alinhamento corporal; a melhora da respiração; o ganho de força; o alongamento muscular; a coordenação motora; o equilíbrio; a consciência corporal; e a prevenção de patologias e lesões. Além, claro, de trabalhar a imagem corporal, resultando em um corpo mais saudável por meio de uma postura mais adequada, o que contribui para a qualidade de vida do paciente.”

Pilates: da infância à velhice

O pilates pode ser praticado por diversos públicos – inclusive as crianças, os idosos e as gestantes, desde que, nesse caso, sejam tomados alguns cuidados especiais. Pode ser praticado tanto com a intenção de melhorar o condicionamento físico e prevenção de lesões em atletas e bailarinos, como nos processos de pós-reabilitação de lesões.

O pilates, criado em 1914, possui mais de 500 exercícios com suas variações (foto: istock)

O pilates, criado em 1914, possui mais de 500 exercícios com suas variações (foto: istock)

“As contraindicações são bastante relativas, mas, geralmente, estão relacionadas a dores agudas, febre alta e alguns quadros clínicos que impeçam a realização de atividades físicas, como é o caso de hipertensos sem o devido controle com medicamento”, afirma Juliana.

Como surgiu o Pilates

O pilates é um método de exercícios desenvolvido pelo alemão Joseph Hubertus Pilates por volta de 1914. Os exercícios criados por ele auxiliavam na recuperação dos feridos de guerra e de outros internos reclusos no campo de concentração de Lancaster durante a Primeira Guerra Mundial. O primeiro Studio de Pilates foi aberto em 1923 na cidade de Nova York pelo próprio Joseph Hubertus Pilates. Porém, o método só começou a ganhar repercussão por volta de 1940.

A modalidade possui mais de 500 exercícios com suas variações. Um dos movimentos mais famosos é o The Hundred, o de número 100. Nesse exercício, o foco é o fortalecimento abdominal e, por isso, a posição inicial é deitada de barriga para cima, com os joelhos dobrados, os dois pés apoiados no chão e os dois braços estendidos ao longo do corpo. “O praticante deve balançar os braços esticados para cima e para baixo e a meta é chegar a 100 movimentos. Sendo que, no início, devem ser feitos, no máximo, 10 movimentos. A força deve ser no abdômen e ele não pode sentir incômodo no pescoço”, ressalta a fisioterapeuta.

Pilates solo ou aparelho?

Na modalidade solo, normalmente executada com bolas, a realização dos exercícios tende a ser mais difícil, pois exige força muscular, alongamento e equilíbrio. Já no pilates de aparelho, a pessoa conta com a ajuda de molas que facilitam os movimentos. Por isso, é o mais indicado para quem esta começando. Como o repertório da modalidade em aparelhos é bastante rico, ele acaba sendo muito indicado por fisioterapeutas. Há exercícios específicos de alongamento, mobilidade de coluna, membros inferiores e superiores e abdominais, além de exercícios globais que exigem a utilização de praticamente todos os músculos durante a execução dos mesmos.

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Pilates Aquático

O pilates aquático, como o próprio nome já diz, é a versão do pilates tradicional adaptada para a água. As atividades na água trabalham todo o organismo, exercitando o corpo de maneira global e atuando também no funcionamento de órgãos como o coração e os pulmões.

“Com as atividades na água, o desgaste da musculatura é menor e há menos riscos de lesões, pois o impacto com o solo é reduzido. O praticante vai ganhar condicionamento, com a impressão de realizar um esforço menor devido ao baixo impacto na água”, explica Juliana.

Pilates e alimentação saudável

Como o pilates é uma prática que proporciona equilíbrio, para potencializar os seus benefícios é preciso ficar atento também ao cardápio. “Uma coisa complementa a outra. O consumo de alimentos mais leves e ricos em nutrientes pode ajudar muito, pois os alimentos adequados potencializam os resultados do pilates e de qualquer outro exercício”, finaliza.

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