laila mengarda
laila mengarda

Laila Mengarda: de advogada a empresária de comida vegana

por Redação
em 7 de maio de 2017

Uma advogada por formação, que encontrou na cozinha a sua vocação e hoje é chef de comida vegana. Assim pode ser definida Laila Mengarda, sócia e fundadora da Vegan Easy, uma empresa que entrega cestas com kit de alimentos veganos para que os assinantes possam fazer receitas naturais em casa.

Até oito meses atrás, o que hoje é o negócio de Laila ainda era visto como lazer. Após se tornar vegana, há três anos, a empresária começou a se aventurar na cozinha como uma forma de conhecer melhor os alimentos que ingere. “Eu já era vegetariana e, quando decidi passar por essa transformação mais completa, testei por trinta dias. Nesse período, comecei a pesquisar receitas diferentes de pizzas e hambúrgueres veganos, mesmo sem ter muito contato com a cozinha até então. Eu inclusive achava que não sabia cozinhar. A partir daí, passei a ficar todo o tempo na cozinha e me encontrei”.

A decisão de se tornar vegana veio como um alerta do próprio corpo, que já dava sinais de não aceitar mais comida de rua. “Passei por essa transição alimentar mais profunda e foi uma cura. Isso me propiciou uma qualidade de vida muito melhor. Todos aqueles processos da mulher, como celulite, espinhas, sintomas de TPM, tudo isso melhorou por meio da alimentação. A comida transformou meu corpo. Hoje me sinto saudável, centrada, sem problemas de digestão e não fico mais doente”.

laila mengarda

Foto: Reprodução/Instagram

Laila acredita que mais do que o tipo de ingrediente que consome, o principal fator de toda essa melhora tem a ver com a procedência dos alimentos que ingere. Para ela, é gritante a diferença, inclusive no sabor, de um vegetal que acabou de sair da terra, sem passar por etapas de manipulação e transportes.

Essa relação com a comida natural vem de família. Nascida no interior de Santa Catarina, Laila cresceu em uma casa em que tudo o que comiam era cultivado. “Quando eu era criança, não tínhamos o hábito de consumir produtos como refrigerante e minha mãe sempre falava que se eu quisesse comer algo, a geladeira estava cheia de frutas. Fora as que a gente comia do pé da árvore. Então, desde muito cedo, minha relação sempre foi com a essência da comida”, recorda.

Foi quando se mudou para São Paulo para estudar Direito que Laila percebeu a diferença de qualidade. “Passei a não conseguir comer tudo isso que sempre fez parte da minha rotina. A alteração de sabor causada pelo processo industrial e pela quantidade de agrotóxico deixava claro que não era o mesmo alimento que eu consumia em casa. A partir daí, passei a procurar produtos orgânicos, produtores menores e reencontrei meu prazer pela alimentação”.

Como nasceu a Vegan Easy

Três meses depois dessa transição alimentar, Laila viajou com amigos e passou cinco dias cozinhando para todo mundo. Foi aí, que um amigo que mora na Austrália contou a ela sobre um negócio que existia naquele país e que consiste em mandar kits de alimentos para pessoas, com uma receita para cozinharem.

Esse foi o insight que precisava para que aquilo que ela tinha como hobby se tornasse um negócio. “A Vegan Easy é uma forma de facilitar a vida de pessoas que desejam consumir alimentos naturais, livres de agrotóxicos, além de vivenciarem toda experiência de cozinha, a partir das receitas que enviamos”.

O que considera ao comprar produtos

Para quem trabalha com alimentação natural, nada é mais importante do que investir em produtos de qualidade. E alguns pontos são essenciais para Laila ao adquirir o que irá compor suas receitas: “Compro muito nos pequenos mercados do bairro da Liberdade, em São Paulo, porque existe uma consultoria dos alimentos vendidos ali. É fundamental saber que aquilo que está na prateleira do mercado passou por uma avaliação, por exemplo, sobre uso de conservantes. E algo que observo é que, nesses locais da minha confiança, sempre há gôndolas com produtos da Jasmine. Eu adoro, por exemplo, o arroz e a quinoa da marca”.

Até mesmo o tipo de transporte usado na distribuição dos alimentos é levado em consideração pela empresária. Por isso, a preferência é por produtos nacionais. “Alimentos como a amêndoa, que é importada, exigem transporte por navio, que queima muito petróleo, e ainda recebem muitos agrotóxicos ao chegar ao porto, para evitar contaminação. Além disso, acredito que temos que investir em empresas brasileiras para apoiar produtores daqui e impulsionar a economia local”.

LEIA MAIS
Chaves Lagarto: o chef que cozinha apenas o que cultiva
LEIA MAIS
Tipos de vegetarianos: do vegano ao crudívoro, entenda as diferenças

Tudo isso porque, para Laila, comer é um ato político. É a escolha de saber de onde é aquilo que você consome. “Cada ingrediente, cada produto nas prateleiras do supermercado, tem uma história, uma empresa e pessoas por trás dele. No caso da Jasmine, por exemplo, a gente sabe a procedência dos alimentos e os conceitos da empresa. Muito mais importante do que radicalizar e cortar certos alimentos, é saber de onde vem aquele rótulo que você consome. É preciso ter consciência”.

Uma consciência que, no final, dá a oportunidade de que cada um consiga se reconectar consigo mesmo. “É fácil cozinhar, assim como investir em uma alimentação natural, além de ser um grande prazer. Com os ingredientes certos e de boa procedência, temos a melhor cozinha do mundo”.

Receita de Laila Mengarda

mix de quinoa

Mix de quinoa com folhas verdes. Foto: Reprodução

Receita de mix de Quinoa com folhas verdes

Ingredientes 1 xic de quinoa real Jasmine
3 folhas de couve manteiga
1 tomate
2 xic de água Salsinha,
sal e pimenta a gosto

Modo de preparo

Em uma panela, adicione a quinoa, a água e uma pitada de sal. Leve para cozinhar com a panela tampada, em fogo baixo, até que a água seque por completo. Pique a couve em tiras finas e o tomate em cubos pequenos. Acrescente a quinoa cozida, misture bem e corrija sal e pimenta. Salpique a salsinha e sirva com folhas verdes de sua preferência.


Compartilhe
Assine nossa newsletter para receber artigos exclusivos como esse
Newsletter

Faça parte desse movimento pela alimentação consciente!