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Beta Arruga
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Beta Arruga: a advogada que descobriu na yoga sua verdadeira vocação

por Jasmine Assessoria de Imprensa
em 29 de novembro de 2017

Para muita gente, fazer um curso na sua área de atuação, em Nova York, é sinal de realização máxima, profissionalmente e pessoalmente. Mas não foi assim com a professora de yoga Beta Arruga. Em 2008, ela foi à cidade mais cosmopolita do mundo fazer um curso de especialização em Direto, até então, sua profissão. E foi justamente nesse cenário dos sonhos para tantas pessoas que ela se viu infeliz e sentiu que não estava fazendo o que realmente amava. Em meio a isso, a yoga se mostrou como um caminho ideal.

Beta Arruga

Beta Arruga, professora de yoga Foto: Arquivo pessoal

Beta Arruga: a professora de yoga

Beta conta que começou a ter aulas de yoga em 1998, época em que ainda era raro encontrar pessoas que praticavam a atividade. No entanto, era algo pontual, que fazia quando dava. “Quando fui morar fora, cheguei a NY no inverno. Sentia-me muito sozinha, não estava mais feliz e passei a praticar mais e mais. Eu sentia que não estava no caminho certo e me questionava muito sobre o que então eu queria fazer da vida. E o melhor momento do meu dia era sempre quando estava na Yoga”, relembra.

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A prática intensa e a dedicação chamaram a atenção da sua professora, que perguntou por que ela não fazia um curso de formação para dar aula. “Quando ela falou isso, me veio uma alegria tão grande e aquele sentimento de que era realmente isso que eu queria para a minha vida. Eu já havia dado aulas esporádicas para amigas próximas, mas foi nesse momento que eu vi que essa era minha vocação”.

Atualmente, Beta se dedica a ensinar a modalidade Vinyasa, que é conhecida como uma prática mais fluida, composta por uma sequência de movimentos coordenados com a respiração que ligam uma postura com outra, e conecta a respiração, o corpo e a mente. “Essa é uma prática que usa muito da criatividade, permite música e é mais livre. Me identifiquei muito e hoje me dedico a ensiná-la”, conta.

Intimamente ligada à Yoga, a medicina Ayurvédica também faz parte dos estudos da Beta. Segundo ela, os benefícios dessa ciência indiana milenar, que serviu de base para a tradicional medicina chinesa e para a ocidental, são diversos. “O maior deles é que a Ayurveda trata cada indivíduo como único, com necessidades específicas. Enquanto a medicina ocidental te coloca dentro de padrão, seja para tratamentos de doenças ou até em relação à alimentação, essa cuida da sua individualidade. Cada corpo é um corpo e cada mente é uma mente. Tudo é levado de acordo com seus hábitos e o seu biótipo”, compara.

Ela também se especializou na Yoga Massagem, uma mescla entre a massagem tradicional indiana com as posições do Yoga. Na sessão, o aluno fica em uma determinada posição física (chamada asana na yoga) e o instrutor massageia com deslizamentos, amassamentos e pressões vigorosas com as mãos e os pés. Isso estimula a circulação, aquece a musculatura e as articulações, e prepara o corpo para as flexões, torções e alongamentos baseados nas posturas do Yoga. Essa é considerada uma ferramenta terapêutica.

Ao analisar a crescente busca pela yoga, Beta destaca o contexto social em que vivemos atualmente. “Em uma época em que tudo é tão veloz e que as pessoas estão sem tempo, fazemos tantas coisas no piloto automático, sem nem sentir e pensar o porquê disso. A yoga faz com que tiremos um momento do nosso dia para nos conectarmos com nós mesmos. Ela relembra o que realmente importa e nos leva de volta ao nosso coração. Essa grande procura pela yoga mostra que as pessoas têm criado uma maior conscientização da necessidade de ter uma pausa entre um pensamento e outro”.

A professora conta que há oito anos dá aula e tem alunas que estão com ela desde o início. Para ela, isso é prova de que quem começa a prática não para, isso porque a pessoa sente as transformações que a yoga proporciona.

Para mim é ainda mais transformador poder acompanhar essa evolução de cada aluna.

Beta faz questão de reforçar ainda que essa é uma prática vai muito além do que é feito no tapetinho. É uma filosofia de vida, que envolve atitudes internas e com o outro. E ela afirma que nem precisa mudar a alimentação de uma hora para a outra, por exemplo. “Há coisas que o seu próprio corpo irá pedir em algum momento. A mudança que a yoga proporciona é tão profunda que ela é orgânica. O praticante passa a perceber aos poucos que algumas atitudes e hábitos já não lhe fazem bem. E aí acontece uma conexão entre todos os aspectos da vida”, finaliza.

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