Transtornos alimentares na infância
Transtornos alimentares na infância

Transtornos alimentares na infância

por Redação
em 10 de outubro de 2014

Nos seis primeiros anos de idade, as crianças podem apresentar sintomas que caracterizam transtornos alimentares na infância e que podem causar sérios danos ao seu desenvolvimento se não forem identificados e devidamente tratados.

De acordo com a nutricionista Maria Bety Fabri Berbel, os transtornos alimentares na infância se apresentam de maneiras diferentes e podem ser percebidos quando existe uma alteração na relação da criança com a alimentação, que passa a interferir no seu desenvolvimento. “Os sinais são manifestados por uma dificuldade persistente em atender as necessidades nutricionais e energéticas da criança, sempre associados com a perda significativa de peso, a deficiência nutricional e uma considerável interferência na função psicossocial”, explica a nutricionista.

Tipos de transtornos

Na infância, os transtornos alimentares podem ser desencadeados por diversos fatores. Segundo a nutricionista Maria Bety, eles podem estar relacionados a costumes familiares, condições biológicas e psicológicas, meio ambiente e predisposição genética. “Entre os transtornos alimentares mais comuns na infância estão a Pica, o Transtorno de Ruminação e o Transtorno de Alimentação da 1ª Infância”, destaca.

Pica
O nome Pica, vem do latim, e refere-se a um pássaro que tem o hábito de comer qualquer objeto que vê pela frente. Desta mesma forma, o transtorno alimentar conhecido como Pica se caracteriza pelo consumo persistente de objetos não nutritivos por um período superior a um mês. Os objetos de consumo mais comuns são tinta, reboco, terra, cabelo, tecido, fezes de animais, insetos, areia, pedregulhos e cordões.

Transtorno de Ruminação
Caracteriza-se pela repetida regurgitação e remastigação dos alimentos em crianças com funcionamento normal do aparelho digestivo por um período superior a um mês. Um detalhe importante é que a regurgitação de parte dos alimentos acontece de forma natural, sem que haja esforço por parte da criança.

Transtorno Alimentar da 1ª Infância
Outro transtorno alimentar característicos nos pequenos é o Transtorno Alimentar da 1ª Infância. Ele é caracterizado pela falha constante em comer ou mamar de maneira adequada, que geralmente causa um prejuízo significativo no peso da criança por um período superior a um mês.

Como prevenir transtornos alimentares

Segundo a nutricionista Maria Bety, os hábitos alimentares dos pais podem exercer influência genética sobre o desenvolvimento de transtornos alimentares nos filhos, por isso, uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir fatores que contribuam para o surgimento desses transtornos. “Os hábitos alimentares podem aumentar ou diminuir o potencial dos fatores genéticos positivos ou minimizar os efeitos prejudiciais. As escolhas alimentares dos pais modulam a genética e podem influenciar diretamente nos genes dos filhos”, explica a nutricionista.

Além dos fatores genéticos, também existem os fatores externos que contribuem para o surgimento de transtornos alimentares na infância. Para tanto, é importante criar uma atmosfera favorável para um bom relacionamento da criança com os alimentos. Para a nutricionista, aproximar a criança dos alimentos, envolvê-la na escolha e, quando possível no preparo, pode ajudar na prevenção, pois promove um ambiente saudável e tranquilo nos horários das refeições e favorece uma relação saudável com os alimentos.

“Estimular hábitos saudáveis na infância assegura um crescimento e desenvolvimento normais, promove a formação de hábitos alimentares adequados, evita carências nutricionais e contribui para a prevenção de transtornos alimentares”, finaliza.

Fonte: Maria Bety Fabri Berbel – Nutricionista Clínica | CRN 8-32 e Site Psiquiatria Geral


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