Slow Food
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Slow Food: Movimento para uma alimentação mais consciente

por tatiana.barros
em 7 de julho de 2017

Em um mundo que exige agilidade para realizar várias tarefas simultâneas, a agenda lotada de compromissos impede que haja tempo apropriado para cuidar da alimentação. Essa foi a brecha que as cadeias de fast food encontraram para ganhar seu público. De um lado, ofertam facilidade e praticidade para comer. Do outro, produtos ultraprocessados e cheios de gorduras, açucares e aditivos.

Na contramão dessa tendência está o Slow Food, movimento criado na Itália em 1986 para retomar a importância do cuidado com a alimentação. A proposta é unir o prazer de comer com produção e consumo responsável dos alimentos. Isso quer dizer que ter um ritmo saudável de vida é tão importante quanto ser consciente de cada etapa que envolve a alimentação.

 

Entenda o Slow Food

Para entender melhor o que é o Slow Food, é preciso conhecer seus três princípios: alimento bom, limpo e justo.

Alimento bom: Preservar ao máximo a naturalidade dos alimentos, que devem ser apreciados com calma.

Alimento limpo: Privilegiar o modo de cultivo que preserva o meio ambiente, os animais e a saúde do consumidor. Para isso, é preciso investir em uma produção livre de agrotóxicos, com o mínimo de processamento e de uso de aditivos químicos.

Alimento justo: Priorizar as condições de trabalho do produtor e dar preferência às produções locais; prezar pela honestidade social e transparência.

O movimento Slow Food está, na verdade, nas mãos de cada ser humano. Você pode seguir alguns hábitos no seu dia a dia que fazem toda a diferença:

  • Tenha uma horta em casa. Para isso, não é preciso muito espaço – dá para plantar até mesmo em apartamento. Além de ser prático e saudável ter vegetais frescos sempre à mão, ainda é uma verdadeira terapia.
  • Dê preferência aos pequenos produtores. Além de ser uma forma de fomentar a economia local, ainda é garantia de consumir alimentos que não prejudicam o meio ambiente, pois não usam agrotóxicos e gastam menos combustível no transporte (o que diminui a emissão de carbono na atmosfera).
  • Valorize cada refeição. Dedique um horário para fazer as suas refeições e procure comer em um ambiente tranquilo. Saboreie com calma o prato e torne esse momento o mais agradável possível.
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Arca do gosto

O Slow Food criou um catálogo mundial chamado “Arca do Gosto”, com mais de 3.500 alimentos, divididos em raças animais, frutas e hortaliças de diversas partes do mundo, que correm risco de desaparecimento de culturas e tradições gastronômicas.

Desse total, cerca de 130 produtos são brasileiros. O queijo da Canastra, uma iguaria mineira, está entre os alimentos que podem sumir da mesa do brasileiro daqui a alguns anos. Outros itens bem conhecidos que também estão na lista são a jabuticaba, o umbu, o pinhão e o guaraná nativo.  Para conferir a lista completa elaborada pela Arca do Gosto, acesse o site da instituição.

O segredo para evitar a extinção desses alimentos é procurar conhecer os produtos da nossa terra e incluí-los no cardápio sempre que possível.

 


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