O mundo inteiro está atento às propriedades nutricionais de grãos como amaranto, chia, quinoa, painço, sorgo, entre outros. Até mesmo os grandes chefs de cozinha resolveram colocar esses alimentos em evidência. Não à toa, os ingredientes estão na lista de tendências gastronômicas deste ano da renomada revista britânica Restaurant.

Esses cereais são chamados de grãos ancestrais porque são plantados e colhidos da mesma forma há milhares de anos. Também mantêm as mesmas propriedades nutricionais de milênios – são alimentos riquíssimos em proteínas de alto valor biológico, fibras, vitaminas e antioxidantes.

Já os grãos modernos, como trigo, milho e arroz, por exemplo, passaram por modificações genéticas e processos de hibridação ao longo do tempo. Também são encontrados mais facilmente em sua forma refinada, o que diminui suas propriedades nutricionais.

O aumento da procura e do consumo fez com que pesquisadores dessem grande atenção a esses grãos milenares nos últimos anos. Os estudos mostram que os supergrãos, como também são chamados alguns dos grãos ancestrais, oferecem mais proteínas, fibras e vitaminas do que outros cereais. Um exemplo está em um trabalho publicado neste ano pela Universidade de Florença, na Itália. A pesquisa constatou que o consumo regular de grãos ancestrais reduz significativamente o risco de doenças cardiovasculares. Isso porque esses ingredientes têm alto poder antioxidante e anti-inflamatório. Também contêm vitaminas do complexo B e E e minerais como magnésio, ferro e potássio, que protegem os vasos sanguíneos.

Alimento sagrado

O amaranto é uma semente originária do Peru e era usado em cerimônias religiosas e na alimentação do povo inca. O amaranto é um dos poucos alimentos de origem vegetal que contêm proteínas com o balanço ideal de aminoácidos essenciais.

De outros continentes

Cultivado e consumido há milênios na Ásia e na África, o painço é um cereal de grãos pequenos e arredondados ricos em proteínas, magnésio, fósforo, ferro, zinco e vitaminas do complexo B.


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