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Doença celíaca: uma vida sem glúten

por tatiana.barros
em 7 de agosto de 2017

Existem pessoas que decidiram tirar o glúten da dieta como parte de uma mudança de estilo de vida. Há outras, no entanto, que apresentam intolerância essa proteína presente no trigo, no centeio e na cevada e não têm alternativa. Elas têm doença celíaca e precisam controlar bem os alimentos que ingerem para evitar problemas.

O que é a doença celíaca?

É um problema autoimune, caracterizado pela intolerância permanente ao glúten, que aparece em pessoas geneticamente predispostas e afeta o intestino delgado. “Nesses casos, a doença interfere diretamente na absorção de nutrientes essenciais ao organismo, como carboidratos, gorduras, proteínas, vitaminas, sais minerais e água”, explica Miriam Francisca, presidente da Associação dos Celíacos do Brasil – Rio de Janeiro. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 1% da população mundial seja acometida pela doença.

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Miriam explica que, geralmente, a doença se manifesta na infância, em crianças de um a três anos de idade. No entanto, pode surgir em qualquer época da vida, inclusive em adultos e idosos.

Sintomas da doença celíaca

Essa intolerância é reconhecida por três diferentes formas, que apresentam diferentes sintomas. São elas:

Clássica ou Típica

  • Diarreia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso;
  • Atrofia da musculatura glútea;
  • Falta de apetite;
  • Alteração de humor (irritabilidade ou apatia);
  • Vômitos;
  • Prisão de ventre;
  • Dor e/ou distensão abdominal (barriga inchada).

Não clássica (ou atípica)

  • Anemia por deficiência de ferro ou refratária à reposição de ferro por via oral e, ainda, por deficiência de folato e vitamina B12;
  • Constipação intestinal que não responde ao tratamento;
  • Osteoporose;
  • Defeitos no esmalte do dente;
  • Esterilidade ou abortos de repetição;
  • Fraqueza e perda de peso sem causa aparente;
  • Artralgias ou artrites.

Assintomática (ou silenciosa)

É marcada por alterações sorológicas e histológicas da mucosa do intestino delgado que levam ao diagnóstico da doença por meio de exames, ainda que o paciente não apresente os sintomas.

Diagnóstico e dieta sem glúten

De acordo com Miriam, o diagnóstico é feito por meio de testes sorológicos, que avaliam os anticorpos antigliadina, antiendomísio e o antitransglutaminase (TTG). “Também é necessária a realização de endoscopia digestiva alta, com biópsia de intestino delgado”.

Como não tem cura, o tratamento consiste em ter uma dieta isenta de glúten por toda a vida. Por isso, é importante escolher alimentos que não possuem essa proteína em sua composição, como frutas, verduras, legumes e carnes. É também comum procurar substitutos para a farinha de trigo, como as farinhas de arroz, de milho, de amêndoas, de avelãs, de nozes e de grão-de-bico.  Também são usados fécula de mandioca, flocos de milho e de batata, farinha de sorgo e de soja.

Na hora de escolher os produtos, é muito importante ter um cuidado especial para saber em que ambiente eles foram processados. “Isso porque alguns itens podem sofrer contaminação cruzada, que acontece quando algum produto que contém glúten é manuseado no mesmo espaço ou inserido na produção de outros naturalmente livres dessa proteína”, explica Miriam.

Para se certificar que o alimento não tem glúten, a dica é procurar o selo “Gluten-Free” na embalagem. Ele é fornecido pela Gluten-Free Certification Organization (GFCO), que faz uma avaliação em todo o processo de produção do item.

Pessoas saudáveis podem deixar de consumir glúten?

Há vários relatos de pessoas que perderam peso ao tirar a proteína da dieta, disseminando a ideia de que uma alimentação sem glúten ajuda a emagrecer.

Na realidade, ao adotar esse hábito, a pessoa deixa de comer as principais fontes de carboidratos, como pão, doces e bolos. Logo, o que provoca o emagrecimento não é a ausência de glúten, e sim a redução de calorias. “Orientamos sempre para que nunca seja iniciada uma dieta isenta de glúten sem a prévia realização dos exames adequados ao diagnóstico”, alerta Miriam. “Isso para não mascarar resultados que podem indicar que a pessoa sofre da doença e não sabe.”

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