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Dislipidemia: Como prevenir a doença do colesterol alto

por tatiana.barros
em 11 de agosto de 2017

A geração atual sofre com uma série de problemas que não eram comuns nos tempos dos avós. Sedentarismo, alimentação cheia de gordura e açúcar, obesidade e estresse entraram e permanecem na rotina cada vez mais cedo, até mesmo das crianças. Esses hábitos trazem muitos riscos à saúde e, entre eles, mais chances de desenvolver dislipidemia, doença caracterizada pelos altos níveis de lipídios no sangue, especialmente o colesterol e triglicérides. Em excesso, essas gorduras podem causar o entupimento de artérias, aumentando o risco de infarto e derrame.

As causas da dislipidemia

A dislipidemia é dividida em primária e secundária, sendo que cada tipo possui causas específicas. Entenda a diferença:

Dislipidemia primária: Ela tem origem genética, que pode ser desencadeada por hábitos como sedentarismo e má alimentação.

Dislipidemia secundária: É originada a partir de outras doenças, como diabetes descompensado, hipotireoidismo, obesidade, insuficiência renal e distúrbios alimentares, entre outras. Além disso, o uso de medicamentos, como diuréticos em elevadas doses, betabloqueadores, corticoides, anticoncepcional oral, entre outros, também pode alterar o perfil lipídico. O alcoolismo e o uso de anabolizantes também propiciam o desenvolvimento da doença.

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Sintomas

Na maior parte dos casos, as dislipidemias são assintomáticas, só sendo diagnosticadas já em estágio avançado. Por essa razão, pessoas que se encontram em grupos de risco, como os citados nos tipos primários e secundários, devem realizar os exames de rotina.

Em um nível avançado, a dislipidemia pode se manifestar como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência vascular periférica, arteriosclerose, angina, entre outros problemas do sistema cardiovascular.

Como se diagnostica?

Como os altos níveis de colesterol e triglicérides não causam sintomas, apenas o exame de sangue pode ajudar no diagnóstico e na prevenção de doenças cardiovasculares. Nesse exame, são medidos os níveis de colesterol total, LDL (o ruim), HDL (o bom) e triglicérides.

Toda pessoa com mais de 20 anos de idade deve fazer o exame. O médico analisa cada caso e determina a frequência da avaliação. Quem possui histórico familiar ou outro fator de risco deve se submeter a exames em um intervalo menor de tempo.

É bom quando os níveis do colesterol HDL estão acima de 60 mg/dL, pois é uma indicação de que o corpo está mais protegido. Se os triglicérides, no entanto, encontram-se acima dos 150 mg/dL, há maior risco de doença aterosclerótica coronariana. Já os níveis desejáveis de LDL variam para cada paciente e são considerados fatores como histórico familiar, estilo de vida e outros.

O que é dislipidemia mista?

É o termo empregado quando o exame de sangue detecta que tantos os níveis de colesterol ruim (LDL) quanto os de triglicérides estão elevados. Nesse caso, o cuidado deve ser redobrado, especialmente em relação à alimentação. Deve-se ter um controle em relação ao consumo de gorduras e carboidratos simples.

Prevenção

Embora fatores genéticos estejam entre as causas do aumento das taxas do colesterol LDL, uma alimentação balanceada e saudável é a mais eficiente forma de prevenção da dislipidemia, ao lado de outros hábitos saudáveis. Saiba o que fazer:

  • Reduza o consumo de alimentos de origem animal, como carnes e queijos amarelos.
  • Dê preferência às proteínas animais vindas de peixes e aves.
  • Invista em alimentos ricos em ômega 3, como os peixes de água fria e óleo vegetal.
  • Insira na sua rotina alimentar cereais integrais, vegetais, fruta e fibras solúveis.
  • Evite frituras.
  • Evite pratos prontos congelados ou ultraprocessados – procure fazer receitas com alimentos frescos.
  • Consuma azeite e outras gorduras poliinsaturadas.
  • Pratique uma atividade física regularmente. Além de prevenir doenças cardiovasculares e obesidade, os exercícios ainda reduzem estresse, ansiedade e depressão.
  • Não fume.

Colesterol alto em crianças

Cada vez mais crianças apresentam níveis elevados de gordura no sangue. Os fatores desencadeantes são semelhantes aos dos adultos.

Maus hábitos alimentares: Uma dieta rica em gorduras ruins e excesso de açúcar tem sido a grande responsável por casos de colesterol alto infantil. É essencial investir em alimentos ricos em fibras, que aumentam os níveis de HDL no sangue.

Sedentarismo: A prática de atividades físicas é essencial na infância, em todos os sentidos: tanto para desenvolver hábito e apreço pelo esporte quanto para evitar problemas como excesso de peso e obesidade.

Herança genética: A hipercolesterolemia familiar é uma doença caracterizada pelo altos níveis de colesterol ruim e é transmitida de pais para filhos.

Idiopática: É quando surge sem causa definida, uma vez que não há histórico familiar nem má alimentação nem sedentarismo.

Por todas essas razões, o acompanhamento médico é algo essencial durante toda a vida e deve começar ainda na infância. Faça os exames regulares e preze por uma alimentação saudável, combinada com a prática de atividades físicas que dão prazer.


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