Amamentação
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Amamentação: leite materno x fórmulas lácteas

por Redação
em 21 de agosto de 2014

Entenda as diferenças entre o leite materno e as fórmulas lácteas e saiba quais benefícios que cada uma oferece para a alimentação dos pequenos

Sem dúvidas, amamentar é um processo natural e instintivamente seguro que alimenta, conforta e reforça os laços entre mãe e filho, principalmente, durante os seis primeiros meses de vida da criança. Porém, nem sempre e por inúmeros motivos é possível realizar o sonho da amamentação ideal.

Muitas vezes, o leite materno precisa ser substituído por uma fórmula láctea e, por isso, é importante conhecer os benefícios das opções disponíveis para alimentar o bebê em todas as suas fases de desenvolvimento. Afinal, todo cuidado é pouco na hora de complementar o leite materno ou substituí-lo, se for necessário.

Leite materno

Do ponto de vista nutricional, só o leite materno possui todos os nutrientes de excelente aproveitamento que o bebê precisa nos seis primeiros meses de vida, como proteínas, lipídios, carboidratos, vitamina A, D, E, K e C, niacina, piridoxina, cálcio, fósforo, ferro, zinco, água, sódio, cloro, potássio, folato, riboflavina, tiamina e vitamina B12, e ainda, e não menos importante, todos os compostos bioquímicos imunológicos que agem como uma vacina contra diversas doenças e auxiliam na maturação de todo o trato gastrointestinal do bebê. Por isso, a amamentação deve ser exclusiva durante esse período, sem a necessidade de adicionar nenhum outro alimento ou água à dieta.

Afinal, quando o bebê é amamentado corretamente, ele recebe um alimento completo que, além de fornecer todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento, também fortalece o seu organismo, ajudando a prevenir o desenvolvimento de alergias alimentares e diversas patologias, entre elas, a obesidade infantil.

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Fórmulas lácteas

Quando existe a impossibilidade do bebê consumir o leite materno, as fórmulas lácteas entram em ação. Mesmo não oferecendo todos os benefícios da amamentação exclusiva, essas fórmulas foram desenvolvidas para fornecer os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, de acordo com cada fase da vida.

Prematuros
Para os prematuros, por exemplo, as fórmulas são modificadas para facilitar a digestão. Elas são feitas com uma composição diferenciada que contêm nutrientes como as proteínas, as gorduras balanceadas e os ácidos graxos específicos, todos indispensáveis para o desenvolvimento cerebral, psicomotor e da visão.

Até seis meses
Para os primeiros seis meses de vida, as fórmulas têm a lactose como principal carboidrato e são acrescidas com amido, sacarose e maltodextrina. Essas fórmulas também são enriquecidas com ferro e aminoácidos, além de conter ácidos graxos modificados para beneficiar o desenvolvimento do sistema nervoso central. Após os seis meses, as fórmulas são basicamente iguais, com exceção de receberem um maior teor de ferro.

Fórmulas especiais
Além das fórmulas tradicionais, existem algumas específicas para crianças que possuem algum tipo de alergia, intolerância ou problemas como refluxo. Elas são desenvolvidas de acordo com a necessidade apresentada pelos pequenos. Existem fórmulas sem lactose, hipoalergênicas, antirrefluxo e à base de soja.

• Sem lactose: Essas fórmulas são especialmente para crianças que apresentam algum grau de intolerância a esse carboidrato.

• AR ou Antirrefluxo: Desenvolvidas exclusivamente para crianças com problemas de refluxo gastroesofágico. Elas são um pouco mais grossas e possuem amido de arroz ou milho pré-gelatinizado que ajuda a diminuir o refluxo.

• HA ou Hipoalergênicas: São feitas à base de proteína do soro de leite parcialmente hidrolisada. Elas são específicas para crianças que possuem alergia ao leite de vaca.

• À base de soja: Essa é uma opção para crianças com intolerância ou alergia a proteína do leite de vaca. Elas também acabam sendo úteis para famílias que optaram por uma alimentação vegetariana.

Atenção!
É sempre importante lembrar que o leite materno só deve ser complementado ou substituído por uma fórmula láctea através de prescrição de um médico ou especialista.

Fontes: Site bebe.abril.com.br e Pastoral da Criança


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