intolerância à lactose
intolerância à lactose

Qual a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose

por Redação
em 24 de maio de 2015

Você sabe qual a diferença entre a alergia ao leite e a intolerância à lactose? Apesar de terem o mesmo alimento como desencadeador de sintomas, ambas são situações diferentes, que se manifestam através do consumo de diferentes componentes do alimento e geram reações diversas no organismo.

O que é alergia ao leite

Quando alguém é alérgico ao leite ela é, na verdade, alérgica a uma proteína chamada caseína. A patologia conhecida também pela sigla “APLV”. Ela causa uma reação severa do organismo quando em contato com a proteína presente no leite de origem animal.

O organismo identifica a proteína como uma possível ameaça e seu sistema imunológico passa a produzir anticorpos para combatê-la. Os principais sintomas da APLV são: diarreia, urticária, sintomas respiratórios e febre. Além disso, os sintomas podem se manifestar não apenas com a ingestão dessa proteína, mas,   com a simples inalação ou contato com a pele.

No Brasil, cerca de 350 mil crianças convivem com a alergia. Os primeiros sintomas aparecem ainda na infância, logo no primeiro ano de vida, indicando que todos os alimentos e produtos que contenham leite e derivados, incluindo traços de leite, devem ser completamente eliminados do cardápio e do cotidiano de quem convive com este tipo de alergia.

Vale ressaltar que a alergia tem cura: espontânea, quando a criança melhora sozinha depois que cresce; ou através do tratamento de dessensibilização, com acompanhamento médico, onde o corpo vai “se acostumando” com o leite. Menos comum, adolescentes e adultos também podem apresentar essa doença, então chamada de alergia tardia.

O que é intolerância à lactose

Já a intolerância à lactose, diferente da alergia à proteína do leite, é uma reação do sistema imunológico. É uma deficiência total ou parcial na produção de uma enzima chamada lactase, que é responsável por digerir o açúcar do leite, chamado de lactose. Quando não é absorvida, a lactose passa por um processo de fermentação que acontece através da ação de bactérias do intestino grosso. Esse processo de fermentação causa o principal sintoma da intolerância à lactose, que é a diarreia e dor abdominal pela formação de gases.

Além do desconforto intestinal, a intolerância à lactose também gera sintomas como náuseas, dor de estômago, excesso de gases, entre outros. Só no Brasil, de acordo com dados da Agência Brasil, cerca de 40% da população possui algum grau de intolerância à lactose, ou seja, ao açúcar presente no leite. Diferentemente do que acontece na alergia à proteína do leite, a intolerância à lactose não proíbe o consumo de produtos que contenham leite na composição, desde que o açúcar do leite não esteja presente.

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Tipos de Intolerância à Lactose

1) Deficiência Congênita da Enzima

É a intolerância permanente à lactose, devido a um defeito genético raro que impede o organismo de produzir a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose. Esse grau de intolerância se apresenta já nos primeiros meses de vida e requer cuidados com a alimentação, excluindo do cardápio alimentos que contenham lactose na composição.

2) Diminuição Enzimática Secundária a Doenças Intestinais

Essa é uma intolerância temporária, que se apresenta a partir de uma deficiência, também temporária, na produção da lactase, devido à morte de algumas células que formam a mucosa intestinal. Isso geralmente acontece como consequência de doenças intestinais e de quadros de diarreia persistente. Nesses casos, após um período de restrição ao consumo de lactose, é possível voltar a ingeri-la naturalmente sem qualquer prejuízo à saúde.

3. Deficiência Primária ou Congênita – esse é o quadro de intolerância à lactose que pode se desenvolver ao longo da vida, em decorrência da redução natural na produção da enzima lactase. Os sintomas podem aparecer em adultos, mesmo que ao longo de toda a vida o consumo de lactose tenha ocorrido naturalmente.

Legislação brasileira

No Brasil, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que é o órgão responsável pela regulamentação e fiscalização de alimentos no país, aprovou a resolução da rotulagem obrigatória de produtos alimentícios que contenham ingredientes alergênicos em sua composição. A norma obriga que os rótulos de alimentos e bebidas informem a presença dos seguintes alimentos: trigo; centeio; cevada; aveia; crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leite animal; amêndoa; avelã; castanha de caju; castanha do Pará; macadâmia; nozes; pecã; pistaches; pinoli; castanhas; e látex natural.

Segundo divulgação da ANVISA, os novos rótulos devem informar a presença dos alimentos alergênicos de forma clara e destacada, utilizando o nome comum de cada um deles. O prazo para que as indústrias se adequem às novas regras é de 12 meses.

Cuidados com alergia e intolerância ao leite

Ao contrário do que se pode pensar, para quem possui alergia à proteína do leite, os cuidados não se restringem apenas a alimentação. Isso porque inúmeros produtos podem conter a proteína do leite na composição, incluindo até mesmo giz escolar, balão de festa, sabonetes, entre muitos outros produtos. Por isso, é preciso analisar com muita atenção todos os rótulos, principalmente dos alimentos, se atentando para a presença de ingredientes como caseína, lactoalbumina, lactoglobulina, caseinato e ou leitelho, que indicam a presença de leite ou derivados em sua composição.

Tanto na alergia à proteína do leite quanto na intolerância à lactose, é indispensável o acompanhamento médico e nutricional, para, principalmente, fazer a suplementação do mineral cálcio e evitar qualquer prejuízo à saúde, principalmente à formação ou manutenção da integridade óssea.

Sugestão Jasmine

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