jejum intermitente
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5 razões para não fazer jejum intermitente

por Redação
em 15 de fevereiro de 2017

Se alguém falar que o jejum intermitente não emagrece está mentindo. É claro que ficar sem comer por 18 ou até 24 horas seguidas faz perder peso. O problema dessa dieta da moda é que os quilos a menos não compensam os problemas de saúde que podem vir no pacote.

“Uma alimentação balanceada e frequente mantém a quantidade de vitaminas, sais minerais e nutrientes que são necessários para manter o bom funcionamento do organismo. Tudo o que sai desse equilíbrio traz males, em curto ou longo prazo”, explica a nutricionista Cristiane Paganelli.

5 motivos para fugir do jejum intermitente

Confira abaixo a lista elaborada pela nutricionista Cristiane Paganelli  e fuja desse regime radical antes que os aparentes benefícios façam com que você se esqueça que a reeducação alimentar é o único meio saudável de perder peso e manter as engrenagens todas funcionando bem.

1. Causa “efeito sanfona”

Shot of a young woman weighing herself on a scale

Ficar sem comer faz corpo criar mecanismo para estocar gordura (foto: istock)

Nosso organismo funciona como um relógio. Quando ficamos muito tempo sem comer, ele pede comida. Se a pessoa está de jejum, o corpo passa a utilizar os próprios substratos energéticos, como a gordura estocada no tecido adiposo, a glicose produzida no fígado, e o glicogênio muscular. Daí, quando voltamos a nos alimentar normalmente, o organismo estoca mais gordura, acontecendo aquilo que chamamos de efeito sanfona, podendo voltar a ganhar peso novamente. 

2. Faz perder massa muscular

Quando o corpo passa por uma restrição alimentar muito severa, tem a tendência a perder massa muscular, inclusive a magra.  Para não perder massa magra é necessário fazer uma dieta equilibrada com a quantidade exata de proteína e em horários certos, o que evita o catabolismo (quando o corpo degenera o tecido muscular).  

3. Gera estresse e irritabilidade

O jejum intermitente pode gerar mais estresse e irritabilidade, tanto por falta de algum nutriente como pela sensação de incapacidade e frustração daqueles que, ao chegar ao limite da fome, decidem compensar toda a restrição de comida na primeira refeição após o fim do jejum. E daí o prato fica muito mais cheio e a prateleira de doces tende a ficar vazia rapidinho.

4. Causa hipoglicemia

Hipoglicemia é a falta de açúcar no sangue que pode provocar desmaios (foto: istock)

Hipoglicemia é a falta de açúcar no sangue que pode provocar desmaios (foto: istock)

Isso acontece principalmente com quem faz atividades físicas, uma vez que durante o exercício já ocorre uma redução dos níveis de açúcar no sangue. Se essa pessoa seguir sem se alimentar, esse quadro pode piorar e até causar um desmaio. A hipoglicemia se dá porque as células consomem o açúcar para gerar energia. Os principais sintomas são tontura, suor frio, sensação de desmaio, náuseas.  É comum sentir uma sensação terrível de mal estar, muitas vezes confundida com a queda da pressão arterial.

5. Diminui a capacidade de raciocínio

O cérebro não tem reserva energética: ele precisa que haja um suprimento de glicose, proveniente de nutrientes como o carboidrato. Situações de hipoglicemia podem acarretar em perturbações no funcionamento do sistema nervoso central, com sintomas como dores de cabeça, fraqueza motora e raciocínio confuso. Isso prejudica muito o trabalho de quem necessita de muita atenção para realizar suas atividades profissionais do dia a dia.

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Jasmine

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