Obesidade
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Obesidade infantil: como prevenir?

por Redação
em 11 de julho de 2014

Saiba quais os fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade nos primeiros anos de vida e como preveni-la

Como diz o ditado, “prevenir é melhor do que remediar”. E quando o assunto é obesidade infantil, atuar na prevenção é, mais do que nunca, prioridade! Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é entendida como uma epidemia mundial que vai atingir cerca de 1,5 bilhões de pessoas em 2015. Afinal, bebês e crianças com até 12 anos com sobrepeso hoje tendem a se tornar adultos obesos amanhã, com maior probabilidade de adquirir, ainda mais cedo, problemas de saúde relacionados ao excesso de peso, tais como a hipertensão arterial, o colesterol alto e a diabetes.

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A endocrinologista Daniele Tokars Zaninelli explica que os riscos de uma criança se tornar obesa (quando o peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente à sua idade) começam ainda na vida intrauterina e vão além da sua predisposição genética. “Alguns fatores como a desnutrição, a obesidade e o tabagismo materno durante a gestação podem comprometer a programação metabólica do feto influenciando o seu peso e metabolismo e, consequentemente, as suas condições de saúde ao longo da vida e desenvolvimento,” explica. Segundo ela, essas e outras situações, como o diabetes durante a gestação, também aumentam as chances dos filhos se tornarem crianças e adultos obesos.

Fatores genéticos

“O fator genético pode contribuir de 20 a 90% da variação do IMC de uma pessoa, mas isso só ocorre quando os hábitos de vida são favoráveis ao ganho de peso,” explica a endocrinologista. Segundo ela, o risco de uma criança se tornar obesa é menor quando os pais são magros, mas quando os pais são obesos o risco do filho também se tornar obeso sobe para 45%. Portanto, hábitos alimentares saudáveis devem fazer parte do cotidiano dos pais antes mesmo do nascimento da criança.

Fatores externos

Já os fatores externos, relacionados principalmente ao consumo exagerado de alimentos ricos em açúcar e gordura e ao sedentarismo, contribuem e muito para o desenvolvimento da obesidade infantil. A má alimentação e a falta de exercícios físicos são determinantes para desencadear a doença. “Sempre que existe um consumo de calorias maior do que o gasto energético, o resultado será o ganho de peso. Além disso, fatores psicológicos ou comportamentais também podem exercer influências importantes e, por isso, devem ser analisados caso a caso,” afirma Daniele.

Prevenção

Como os cuidados para prevenir a obesidade infantil devem começar antes mesmo da gestação, a endocrinologista sugere às mulheres que pretendem engravidar, mas que estão com sobrepeso, que procurem um especialista para dar início a uma reeducação alimentar. “Com isso, será possível estimular a perda de peso antes da gestação e prevenir o excesso de ganho de peso ao longo da gravidez,” ressalta.

Após o nascimento do bebê, o aleitamento materno também considerado aliado na prevenção da obesidade infantil. “Crianças com aleitamento materno exclusivo até os seis meses têm um risco 25% menor de desenvolver a doença”, comenta Daniele.

De acordo com a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), os pais devem evitar o uso da mamadeira após os dois anos de idade, pois esse hábito impede que a criança dite o ritmo e a quantidade de leite que vai ingerir. Alimentos como bolachas, salgadinhos, doces, refrigerantes, sucos artificiais e demais guloseimas também devem ficar fora do cardápio diário dos pequenos porque normalmente contêm muito açúcar, gordura e sódio. Já alimentos nutritivos e ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, cereais, leites e derivados devem estar presentes nas refeições de uma maneira equilibrada porque são essenciais para o bom desempenho das funções do corpo e para a manutenção de um bom estado de saúde.

Através de uma rotina diária feita com hábitos de vida saudáveis, tendo os pais como exemplos no processo e com a orientação de um especialista será possível evitar o desenvolvimento da obesidade infantil e os problemas de saúde decorrentes dela. “A obesidade infanto-juvenil está associada a um risco maior de doenças cardíacas, como o infarto na vida adulta. Se a criança chega obesa à adolescência, ela tem 70% de chances de permanecer obesa na vida adulta,” finaliza.

Fonte: Daniele Tokars Zaninelli – Endocrinologista CRM 16876, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).


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