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Obesidade infantil: como prevenir?

por Redação
em 22 de fevereiro de 2018

Como diz o ditado, “prevenir é melhor do que remediar”. E quando o assunto é obesidade infantil, atuar na prevenção é, mais do que nunca, prioridade! Afinal, bebês e crianças com até 12 anos com sobrepeso hoje tendem a se tornar adultos obesos amanhã, com maior probabilidade de adquirir, ainda mais cedo, problemas de saúde relacionados ao excesso de peso, tais como a hipertensão arterial, colesterol alto e a diabetes.

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A endocrinologista Daniele Tokars Zaninelli explica que os riscos de uma criança se tornar obesa (quando o peso corporal ultrapassa em 15% o peso médio correspondente à sua idade) começam ainda na vida intrauterina e vão além da sua predisposição genética. “Alguns fatores como a desnutrição, a obesidade e o tabagismo materno durante a gestação podem comprometer a programação metabólica do feto influenciando o seu peso e metabolismo e, consequentemente, as suas condições de saúde ao longo da vida e desenvolvimento,” explica. Segundo ela, essas e outras situações, como a diabetes durante a gestação, também aumentam as chances dos filhos se tornarem crianças e adultos obesos.

Fatores que levam à obesidade infantil

Segundo a especialista, o fator genético pode contribuir de 20 a 90% da variação do IMC de uma pessoa, mas isso só ocorre quando o estilo de vida é favorável ao ganho de peso.

Já os fatores externos, relacionados principalmente ao consumo exagerado de alimentos ricos em açúcar e gordura e ao sedentarismo, contribuem – e muito – para o desenvolvimento da obesidade infantil. A má alimentação e a falta de exercícios físicos são determinantes para desencadear a doença. “Sempre que existe um consumo de calorias maior do que o gasto energético, o resultado será o ganho de peso. Além disso, fatores psicológicos ou comportamentais também podem exercer influências importantes e, por isso, devem ser analisados caso a caso,” afirma Daniele.

Prevenção

Como os cuidados para prevenir a obesidade infantil devem começar antes mesmo da gestação, a endocrinologista sugere às mulheres que pretendem engravidar, mas que estão com sobrepeso, que procurem um especialista para dar início a uma reeducação alimentar. “Com isso, será possível estimular a perda de peso antes da gestação e prevenir o excesso de ganho de peso ao longo da gravidez,” ressalta.

Após o nascimento do bebê, o aleitamento materno é considerado um aliado na prevenção da obesidade infantil. “Crianças com aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade têm um risco 25% menor de desenvolver a doença”.

De acordo com a ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), os pais devem evitar o uso da mamadeira após os dois anos de idade, pois esse hábito impede que a criança dite o ritmo e a quantidade de leite que vai ingerir. Alimentos como bolachas, salgadinhos, doces, refrigerantes, sucos artificiais e demais guloseimas também devem ficar fora do cardápio diário dos pequenos devido à alta concentração de açúcar, gordura e sódio.

Já alimentos nutritivos e ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, cereais, leites e derivados devem estar presentes nas refeições de uma maneira equilibrada, uma vez que são essenciais para o bom desempenho das funções do corpo e para a manutenção de um bom estado de saúde.

Através de uma rotina diária feita com hábitos de vida saudáveis, tendo os pais como exemplos no processo e com a orientação de um especialista será possível evitar o desenvolvimento da obesidade infantil e os problemas de saúde decorrentes dela. “Esse é um problema que está associado a um risco maior de doenças cardíacas, como o infarto na vida adulta. Se a criança chega obesa à adolescência, ela tem 70% de chances de permanecer obesa na vida adulta,” finaliza.


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